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21 de outubro de 2010

Relações Solidárias

Ontem, deixei aqui uma nota sobre o pedido da Carolina Enes no que respeita à investigação que está a desenvolver no âmbito do Mestrado em Relações Públicas. Hoje, registei com agrado a adesão que o seu pedido teve na blogosfera.
Afinal, as Relações não são só Publicas, são Solidárias. Um exemplo a reter.

20 de outubro de 2010

Projecto de Investigação na área das RP

A Carolina Enes está a desenvolver um projecto de investigação no âmbito do Mestrado em Gestão Estratégica das Relações Públicas (Escola Superior de Comunicação Social) e cujo principal objectivo é o de estudar a percepção que jornalistas e RP's têm da sua própria profissão e da profissão do outro.

O objectivo é recolher informação por parte dos profissionais da área da comunicação e jornalismo.
Fica aqui o link para o questionário:

https://www.survs.com/survey/2ZTUCAVHTJ

28 de setembro de 2009

Erro de Perspectiva


Ainda a noite eleitoral caminhava e já o caso das escutas ao PR estava novamente no centro do debate. Aliás, não estivesse Pacheco Pereira a comentar na SIC. O que me espanta neste assunto é que nunca mais ninguém falou no alegado envolvimento dos assessores de Cavaco na elaboração do programa eleitoral do PSD. É que o caso das alegadas escutas (caso não se lembrem) está directamente indexado a toda esta polémica. Foi uma fonte da Presidência que, quando levantada a polémica do envolvimento dos assessores afirmou "que só podiam saber se andassem a escutar Belém". By the way, Suzana Toscano, assessora de Cavaco Silva, lá esteve ao lado de MFL em noite eleitoral.

18 de setembro de 2009

Quem perdeu com a encomenda? II

Não deixem de ter em atenção um pormenor curioso no e-mail do Luciano Alvarez publicado na notícia do DN.
No início do mesmo, o jornalista refere: “Vou fazer esta conversa por e-mail e não por telefone porque a situação é tão grave que é melhor não correr o risco de ser escutado”.
E acaba o mesmo e-mail dirigido a um seu colega de uma forma magistral: “Quando acabares de ler o e-mail pudemos falar por telefone” (sic).
Afinal o perigo das escutas era real ou o jornalista já tinha a certeza que toda a história era um engodo e, mesmo assim, decidiu avançar?

Quem perdeu com a encomenda?



Em Política, a arte de construir (com sucesso) álibis (mais ainda quando se trabalha na esfera da Comunicação) não está ao alcance de qualquer um. E falo com conhecimento de causa.
Já aqui o tinha escrito, na óptica da Lógica do Óbvio, que a leitura possível de todo este episódio das alegadas escutas à Presidência da República era que alguém estava efectivamente a mascarar o envolvimento de assessores do PR em actividades partidárias.
De qualquer modo, este é mais um episódio, entre tantos outros, que depressa passará à História. Para Fernando Lima, os danos são colaterais.
Quanto ao jornalista do Público temo que já não possamos dizer o mesmo! A Imprensa é quem sai mais abalada de todo este caso.

4 de setembro de 2009

Afinal quem anda a instrumentalizar o quê?


O episódio da TVI é um misto de comédia, tragédia, mas sobretudo um sinal de alerta sobre o verdadeiro estado de decadência da nossa democracia partidária. E refute-se o óbvio. Perigo não pelas alegadas interferências que o PS teria ou não feito para forçar uma decisão da administração da TVI. Perigo sim porque os partidos políticos se acham no intocável direito de interferir na esfera de decisão de uma empresa privada. A tal nível que Paulo Portas vem afirmar que os espanhóis estão a ameaçar a liberdade de informação dos portugueses. Mais que não seja, a afirmação é uma ofensa a todos os outros profissionais da comunicação social. Ou será que o Jornal da TVI era o única fonte de informação pluralista no nosso país?

Por outro lado, a três semanas das eleições percebe-se o desespero de quem tenta explorar estes episódios. Por coincidência também hoje vieram a público outras alegadas pressões.

Se tudo isto não passar de estratégia política por parte de algumas forças partidárias os portugueses ainda podem dormir descansados, embora preocupados com a falta de qualidade dos actores que não se conseguem afirmar pelas ideias. Se, pelo contrário, esta tentativa de ingerência na esfera privada é o móbil de algo mais profundo. então o perigo é real. Francisco Louça pensa assim mas pelo menos afirma-o publicamente, embora escondendo as suas verdadeiras intenções. Mas, pelo menos, do lado do Bloco já sabemos com o que podemos contar.

25 de novembro de 2008

O dedo na ferida?


Interessante, sem dúvida, o alerta deixado pelo Rodrigo Saraiva, remetendo para um texto de Rui Cádima intitulado “O perfil dos jornalistas e a claustrofobia reinante”. Conheço bem Francisco Rui Cádima. Foi meu professor na Universidade Nova e é reconhecidamente um dos grandes especialistas em matéria de Televisão.
Mas quanto a este seu texto não podia estar mais em desacordo. Aceito muitas das ideias expressas no seu enquadramento, mas a análise acaba por reduzir tudo a um mínimo denominador comum: a alegada promiscuidade entre protagonistas, nomeadamente Jornalistas / Assessores. E esta alegada promiscuidade, senso lato, quanto muito é apenas um pequeno arranhão em todo este problema, muito menos um dedo na ferida. Mesmos os exemplos citados são maus vindos de quem vêm: Carrilho e Pacheco Pereira.
Há questões estruturais que explicam as intrincadas teias de relacionamento entre os Media e Grupos de Interesse, em Portugal, sejam políticos, económicos ou de qualquer outra natureza. E algumas explicações podem até ser encontradas através de uma análise muito interessante que Luís Paixão Martins fez, pese embora noutro sentido, ao focar a questão do não endosso a candidatos políticos por parte dos jornais portugueses. Mas a esta voltarei mais tarde.
Porque, para além das razões estruturais, existe uma outra que é fundamental, mas do domínio do plano individual: trata-se da ética. E estou à vontade para falar deste tema porque já ocupei os dois lados da barreira. Nunca senti constrangimentos, pautado naturalmente pela observância de estritas regras de conduta ética e deontológica em qualquer dos meus exercícios profissionais. Mas pergunto, a título de exemplo, com base nesse mesmo raciocínio primário: então um jornalista não pode ter amigos na política? Não pode ter familiares? Ou é só o facto de ter sido assessor que o torna um elemento promíscuo?

24 de novembro de 2008

O Quinto Poder


O que se está a passar com o caso BPN do ponto de vista mediático (mais ainda tendo em consideração o pretenso “comunicacional” envolvimento do PR); notícias recentes publicadas, algumas que fizeram manchete e depois tiveram de ser prontamente desmentidas; a prática recorrente de descontextualização de afirmações (caso MFL em que a Lusa foi um protagonista activo) fizeram-me lembrar a grave crise de credibilidade que a imprensa francesa atravessou há uns bons anos atrás, face a uma opinião pública que praticamente deixou de acreditar nos seus jornalistas. Até títulos intocáveis como o Le Monde acusaram este abalo.
Em Portugal começa a dar a sensação de que, neste domínio, se estão a trilhar caminhos perigosos. Basta estar atento ao escrutínio rigoroso que se começa a fazer sobre as “verdades que os media divulgam”. Já não são só os blogues, mas é o sentimento geral da generalidade de comentários que são produzidos por essa extensa massa a que chamamos de opinião pública. Este Quinto Poder começa a ganhar forma, por enquanto apenas enquanto movimento promotor desse mesmo escrutínio e as “primeiras vítimas”, atendendo ao posicionamento opinativo de alguns jornalistas/comentadores, podem estar já ao virar da esquina. O próprio PR já deu o mote para a sociedade civil se poder organizar neste domínio. Resta saber se o denominado Quarto Poder sobreviverá, nos moldes actuais, a este Quinto Poder.