
Modesto contributo para a reflexão sobre disciplinas críticas como a Política, a Comunicação e as Relações Públicas. Um espaço de debate sobre a condição humana.
25 de setembro de 2008
Quo Vadis Lex (II)

11 de junho de 2008
Quo Vadis Lex?
Quem acompanha o mercado dos serviços legais em Portugal começou, de repente e num curto espaço de tempo, a confrontar-se com um fenómeno novo que subverte todo aquilo que conhecemos dentro das mais elementares lógicas comunicacionais, como se tivesse instalado algum pânico entre os mais representativos players do sector.
Esta alegada voragem comunicacional perdeu sentido e pode tornar-se apenas numa luta de visibilidade. São rankings repisados atrás de rankings, são números sem expressão de quem cresceu mais ou tem mais advogados, são contratações, não deixando espaço para a afirmação de competências, de doutrina, de boas práticas.
E esta mesma voragem pode contaminar a própria comunicação social, já escassa neste domínio, por força de ser cobiçada numa disputa de muitos protagonistas, o que em nada ajuda a esfera reputacional de um sector para quem a Comunicação se torna cada vez mais vital e dos media para quem a maturidade comunicacional do sector jurídico é fundamental para o seu crescimento editorial neste domínio.
Aliás, não deixa de ser curioso que assistimos entre nós precisamente a práticas que contradizem tudo o que é hoje a doutrina de marketing e comunicação dos mercados mais maduros, quer nos EUA, quer na própria Europa, como é o exemplo de uma Inglaterra, uma Irlanda ou até mesmo de uma França.
O que intrigadamente continua por explicar é este aparente pânico. Ou porque muitos receiam que um novo paradigma esteja iminente, fruto de muitas e talvez já antecipadas alterações estruturais, política, económicas e sociais, que a sociedade portuguesa vai ter de enfrentar ou porque simplesmente não estão preparados para fazê-lo de outra maneira.
Mas, a ser assim, também aqui se abre um novo círculo de oportunidades para quem tem competências (estratégicas e comunicacionais) desenvolvidas nesta área.
Crônicas do OJE
10 de abril de 2008
Life’s Short. Get a Divorce

Quando em Maio de 2007, a sociedade de Advogados Fetman, Garland & Associates lançou a campanha publicitária “Life’s Short. Get a Divorce” – apoiada em outdoors que mostravam duas imagens de um homem e de uma mulher com grande carga sexual – a polémica atingiu os mais altos níveis da sociedade americana. As pressões políticas levaram mesmo à retirada da campanha das ruas de Chicago. Mas hoje, mesmo os mais críticos reconhecem a mestria de Corri Fetman, a advogada especialista em Direito da Família, que ousou ir mais longe e conseguiu uma cobertura mediática e um nível de notoriedade que calou tudo e todos. A tal ponto que Corri tem inclusivamente uma coluna jurídica na Revista Playboy.
O investimento médio em marketing passou, em oito anos, de 1233 dólares por advogado para 9135 dólares por advogado, um crescimento de 746%;
Em 1991, apenas 56% das sociedades tinham alguém responsável pela área do marketing. Em 1999, 93% das sociedades tinham equipas de marketing;
Apesar de nos Estados Unidos a publicidade no universo jurídico só ter sido permitida a partir de 1978, em 1991 apenas um terço das sociedades existentes colocava alguns anúncios (basicamente rodapés) em publicações especializadas. Em 1999, 85% das sociedades recorriam à publicidade de uma forma regular.