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22 de março de 2011

Bruxelas recua e deixa PEC em aberto

Ao contrário do que se possa pensar parece haver algumas cabeças esclarecidas em Bruxelas. Este recuo não é  para dar folga a Sócrates. É sim abrir a porta para a entrada de um novo Governo em Portugal, com legitimidade política e social.
Este precedente abre também um horizonte de preocupação para a Alemanha que, cada vez mais, vai ver a sua posição contestada, a começar no seio da própria União Europeia.
É interessante constatar que esta declaração é feita por Amadeu Altafaj, o porta voz do comissário Olli Rehn, que ontem tinha concordado com o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, ao "não ver qualquer razão que pudesse fazer com que mudássemos o programa" português, conforme vem reproduzido na imprensa, nomeadamente no Económico.

17 de janeiro de 2011

Nova vaga do ataque alemão

Agora é a vez do Deustche Bank atacar a PT. Muito para além das análises económicas está uma bem urdida campanha de comunicação cujos contornos estão, cada vez mais, à vista.

Esta é a notícia do DE:
O Deutsche Bank cortou o preço-alvo da Portugal Telecom de 10,5 euros para 9,5 euros e colocou-a na lista dos seus títulos menos preferidos.

http://economico.sapo.pt/noticias/deutsche-bank-coloca-pt-na-lista-das-menos-preferidas_108894.html

Basta começar a juntar as peças do puzzle.

7 de janeiro de 2011

Mais um alemão a falar

As recentes declarações de Thomas Mayer, economista chefe do Deutsche Bank, afirmando que a sobrevivência do euro «já não pode ser dada como certa», vem, cada vez mais, a clarificar os contornos da intensa campanha de comunicação e intoxicação que tem vindo a ser desenvolvida no ataque ao Euro, com cumplicidade das agências de rating, e claramente com a Alemanha a ser o principal beneficiário. Os alemães já não escondem (se é que alguma vez esconderam) a sua pretensão soberana sobre os destinos europeus e a afirmação do Deutsche Mark como a “moeda europeia de referência”. Tal qual o dólar europeu. Aliás, percebe-se a sua “corrida em desespero”, que já vem de trás, quando os súbitos de Sua Majestade infligiram o primeiro golpe a Berlim não aderindo ao Euro. A salvaguarda Britânica anulou, per si, a reserva estratégica que os alemães ambicionavam conseguir em caso de crise. Pergunta-se por quanto tempo muitos dos Estados Europeus vão consentir calados esta afronta, com excepção para os franceses de Sarkozy, cuja reedição do eixo Paris-Bona será sempre uma mais-valia.