A Rede também tem um lado preverso. Andamos é todos demasiados encantados com os seus benefícios que acabamos por descurar a guarda. CUIDADO. Vejam esta notícia no Público:
http://www.publico.pt/Tecnologia/facebook-imagem-de-mulher-a-amamentar-deu-expulsao-seguida-de-readmissao_1479617
Eu também tenho Facebook. Será que me vão expulsar por expressar esta opinião?
Modesto contributo para a reflexão sobre disciplinas críticas como a Política, a Comunicação e as Relações Públicas. Um espaço de debate sobre a condição humana.
10 de fevereiro de 2011
17 de janeiro de 2011
Nova vaga do ataque alemão
Agora é a vez do Deustche Bank atacar a PT. Muito para além das análises económicas está uma bem urdida campanha de comunicação cujos contornos estão, cada vez mais, à vista.
Esta é a notícia do DE:
O Deutsche Bank cortou o preço-alvo da Portugal Telecom de 10,5 euros para 9,5 euros e colocou-a na lista dos seus títulos menos preferidos.
http://economico.sapo.pt/noticias/deutsche-bank-coloca-pt-na-lista-das-menos-preferidas_108894.html
Basta começar a juntar as peças do puzzle.
Esta é a notícia do DE:
O Deutsche Bank cortou o preço-alvo da Portugal Telecom de 10,5 euros para 9,5 euros e colocou-a na lista dos seus títulos menos preferidos.
http://economico.sapo.pt/noticias/deutsche-bank-coloca-pt-na-lista-das-menos-preferidas_108894.html
Basta começar a juntar as peças do puzzle.
12 de janeiro de 2011
Total Irresponsabilidade
"Nós não podemos de facto excluir a possibilidade de ocorrer uma crise grave em Portugal, não apenas no plano económico e no plano social, mas também no plano político”.
Cavaco Silva, numa intervenção de campanha na Guarda.
Uma intervenção desta natureza e nesta altura é de total irresponsabilidade, mesmo que Cavaco a tenha tentado secundar com uma explicação, dizendo que é necessário ter na Presidência da República alguém com experiência para lidar com “situações complexas, muito difíceis e situações que neste momento ninguém consegue prever”.
Quem eventualmente tem responsabilidades na estratégia de comunicação política de Cavaco anda a navegar em águas turvas. Cavaco tem de afirmar as suas competências per si e não com recurso a referências negativos para conseguir afirmar a diferença. Não é necessária a "ameaça do cenário catastrófico" para afirmar que Cavaco é que o pode enfrentar com tranquilidade para os portugueses.
É que, no registo de intranquilidade quotidiana e permanente em que vivemos, o sinal retido neste tipo de mensagens é que essa intranquilidade ainda vai piorar. É esse o sinal que Cavaco está a dar ao país. É psicologia básica. O resto são estratégias políticas demasiado elaboradas que o povo não capta. Resta saber a quem as estão a dirigir os estrategas do candidato presidencial. Porque aos portugueses não é com certeza...
10 de janeiro de 2011
Por acaso o Spiegel é alemão?
Sobre o meu último post basta ler esta notícia de hoje no Diário Económico:
http://economico.sapo.pt/noticias/franca-desmente-pressoes-para-forcar-portugal-a-pedir-ajuda_108380.html
http://economico.sapo.pt/noticias/franca-desmente-pressoes-para-forcar-portugal-a-pedir-ajuda_108380.html
7 de janeiro de 2011
Mais um alemão a falar
As recentes declarações de Thomas Mayer, economista chefe do Deutsche Bank, afirmando que a sobrevivência do euro «já não pode ser dada como certa», vem, cada vez mais, a clarificar os contornos da intensa campanha de comunicação e intoxicação que tem vindo a ser desenvolvida no ataque ao Euro, com cumplicidade das agências de rating, e claramente com a Alemanha a ser o principal beneficiário. Os alemães já não escondem (se é que alguma vez esconderam) a sua pretensão soberana sobre os destinos europeus e a afirmação do Deutsche Mark como a “moeda europeia de referência”. Tal qual o dólar europeu. Aliás, percebe-se a sua “corrida em desespero”, que já vem de trás, quando os súbitos de Sua Majestade infligiram o primeiro golpe a Berlim não aderindo ao Euro. A salvaguarda Britânica anulou, per si, a reserva estratégica que os alemães ambicionavam conseguir em caso de crise. Pergunta-se por quanto tempo muitos dos Estados Europeus vão consentir calados esta afronta, com excepção para os franceses de Sarkozy, cuja reedição do eixo Paris-Bona será sempre uma mais-valia.
20 de dezembro de 2010
Três anos de Frontline
A Revista Frontline está a celebrar o seu terceiro aniversário. É hoje um projecto consolidade e tenho dado eco neste espaço de muitos dos textos que tenho escrito para a revista. No próximo ano assim continuarei.
Aqui fica o link, pois para além da edição em banca a revista está também online: http://www.hv-press.pt/
14 de dezembro de 2010
Mais uma vez Clarence Mitchell
O porta-voz dos McCann (só para recordar também já foi do primeiro-ministro britânico) volta à cena, desta vez para rotular de nota histórica o conteúdo de um telegrama confidencial trocado entre os embaixadores britânico e norte-americano, em Lisboa, em que o primeiro afirmava que a polícia tinha provas contra o casal McCann no caso do desaparecimento da filha. O telegrama, agora revelado pelos jornais espanhol El País e britânico The Guardian, reporta a Setembro de 2007, mas a afirmação de Clarence Mitchell é completamente desprovida de sentido. A nota pode ser histórica, as provas não perdem validade, a menos que assim se queira.
Para os menos atentos, em Agosto de 2008, deixei aqui uma pergunta no ar. Pode ser que agora comece a ser respondida.
10 de dezembro de 2010
Uma dor de alma
Ontem, por mero acaso, ouvi ( e, mais do que ouvir, vi ) uma intervenção da ministra do Trabalho na Televisão. Uma dor de alma. Com tantos consultores e agências de comunicação será que não há ninguém que lhe dê uma mãozinha? Ou será que já não vale a pena a aposta?
Uma afronta perigosa
Carlos César tem revelado, principalmente neste último ano, uma total inabilidade política, mas agora começa a revelar a sua verdadeira "tendência anarquista", aliás pródiga em muitas figuras mais ortodoxas dentro do aparelho socialista. Estas suas últimas afirmações, para além de perigosas são afrontosas à generalidade dos portugueses quando afirma que no caso da remuneração compensatória para os trabalhadores da administração pública regional que ganham entre 1.500 e 2.000 euros mensais, o que o Executivo açoriano decidiu foi "cancelar uma obra num campo de futebol e apoiar um conjunto de trabalhadores e famílias".
Ou será que Carlos Carlos César não conhece a realidade do seu país?
16 de novembro de 2010
O Princípio da Prudência
Distraidamente percorro os olhos pelas páginas do mundo. Curiosa a recepção ao Papa Bento XVI: menos fiéis do que o esperado e brindado à passagem com meia dúzia de homossexuais a beijarem-se. Sinais dos tempos, talvez? Sinais identitários nunca! Em Portugal chamou-se a atenção os números da imigração: 70 a 75 mil portugueses a fugirem para o estrangeiro todos os anos, valores muto próximos dos anos de êxodo da nossa imigração em massa, sobre tudo para França na década de sessenta, mas certamente por motivos diferentes. Facto curioso é que ninguém consegue caracterizar esta imigração: quem são? Escolaridade? Para onde vão e fazer o que? Sinais dos tempos provavelmente.Mas neste divagar não consigo fugir ao matraquear assustadoramente ritmado dos juros da dívida pública portuguesa e da tenebrosa (?) fasquia dos 7%. Substitua-se ritmado por concertado e, aqui sim, começamos a perceber que se desenham no horizonte mais sinais identitários, no sentido de uma acção concertada, do que sinais dos tempos, no sentido de uma reacção conjuntural. Mas mais preocupante é que toda esta dinâmica só faz algum sentido quando é propensamente potenciada pela comunicação social.
Foi nesta embriaguez que quase passou despercebida uma decisão de ferro como a do BES de cortar as suas ligações com a agência de cotação financeira Fitch depois da “tecnicamente inexplicável” revisão em baixa do rating dos principais bancos portugueses. Não podemos, para já, avaliar se a decisão do BES foi prudente, mas a sua decisão teve em conta o denominado Princípio da Prudência. Não o que decalca da Contabilidade, mas sim a observância mais lata que emana da dialéctica aristotélica e que nos leva a criar sistemas redundantes perante as possibilidade de ameaça e incerteza. Ou seja, o BES reagiu contra uma ameaça que configura um mal maior com uma decisão que poderá configurar um mal menor. A observância do Principio da Prudência não é um acto irreflectido, mas um acto consciente, ponderado, e determinado. Irreflectido seria deixar propagar uma ameaça, cujos contornos (ou propósitos) não são ainda totalmente conhecidos, mas cujo balanço aparentemente orquestrado com as Siglas FMI e Merkel começa a ser mais que suspeito. E a sigla Merkel vai regendo a Orquestra com uma batuta chamada comunicação social.
Infelizmente, parece que para a generalidade dos nossos decisores políticos, o Princípio da Prudência é ainda uma realidade desconhecida. E o próprio Presidente da República em nada tem ajudado.
Crônicas da Frontline
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